03 de agosto de 2008
Era um domingo de inverno, ideal para um treino de pedal, como vinhamos fazendo há mais de 5 anos na ilha de Florianópolis.
Alguns atletas demoraram a sair por causa do frio. Mas Rodrigo Lucianetti e Marcelo Godoy saíram pontualmente as 7h.
Muitos lembram que combinaram de sair junto, de encontrar o grupo no tradicional ponto de encontro: o estacionamento do Taikô, mas acabaram saindo ou mais cedo ou um pouco mais tarde e se perderam dos dois.
Marcelo foi em direção à praia da Daniela e encontrou o Diguinho (Rodrigo Lucianetti) voltando. Virou para seguri com ele. Os dois foram então em direção a saída de Jurerê. Não passaram por mais ninguém. O outro grupo que estava mais atrás foi direto p pedágio, sem fazer a Daniela. Eles estavam poucos metros na frente. Não imaginavam o perigo que corriam.
Marcelo lembra de estar pedalando na roda do Diguinho até passar pela polícia, na entrada de Jurerê Internacional, depois, apagou da memória. A próxima lembrança já é dentro da ambulância.
Bem, este foi o acontecido do lado de cá. E do lado de lá? O que houve com o motorista naquela manha? E naquela noite?
Segundo os testemunhos de seus amigos, ele passou a noite bebendo chá em uma boate. Chá?! Isso mesmo que o resultado do teste do bafômetro realizado na delegacia e o depoimento do policial que atendeu ao ocorrido digam que ele ingeriu álcool muito acima do limite permitido por lei.
Estava voltando para casa, dirigindo o carro de seu irmão, depois de passar a noite bebendo. Chá (?!).
Desde então, Thiago Luiz Stabile e sua família contratou um advogado para provar que a culpa foi do Marcelo e Rodrigo. Já se passou por acusações de que os dois estariam drogados, de que Thiago é inocente e foi ultrapassar um outro carro que estava em alta velocidade e outras tantas dessas.
O que ficou é que precisamos:
- Não deixar o caso cair no esquecimento. O próprio promotor público disse que se há comoção pública o rapaz pagara. Caso contrário, o caso entrará na fila da justiça brasileira.
- Lembrar que precisamos sempre estar na defensiva. Nesse caso, mesmo que eles estivessem em um carro blindado, provavelmente se machucariam, tamanha foi a força e a velocidade que o carro de Thiago atingiu os dois.
- E ACIMA DE TUDO:
EDUCAR OS NOSSOS FILHOS! Que tipo de educação teve este rapaz, se com 21 anos ele se acha em condições de dirigir depois de passar a noite acordado, tomando CHÁ?! Que tipo de educação teve este menino para depois de ter feito tudo isso, ter destruído a vida de muitas famílias por um capricho estúpido, não ter a honra e a hombridade de assumir aquilo que fez?
Em tempo: em uma de suas declarações ao juiz, quando perguntado porque não parou para prestar socorro às vitimas, respondeu que achava que a culpa não era sua!
A fim de marcar a data, demonstrar a nossa indignação, mandar boas energias para as suas famílias - de Rodrigo e Marcelo- amigos e colegas de treino, estamos organizando uma pedalada.
DOMINGO, DIA 02
AS 11h da manhã
Encontro no estacionamento do Taikô, até o local do acidente e retorno.
Aguardamos todos lá
IRONMIND